4 Chaves para pais bem sucedidos

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Se perguntarmos a alguém o que deseja na vida, provavelmente a resposta incluirá a palavra sucesso e felicidade. “O sucesso na vida, disse um dia Dr. Sears aos seus filhos, não será medido pelo dinheiro que ganharem ou títulos que obtiverem, mas sim pelo número de pessoas cujas vidas tiverem melhorado devido ao que vocês fizeram.” Sábias palavras que levam a uma profunda reflexão, pois o que mais queremos é ter sucesso como pessoas. E nós, pais e mães, queremos muito mais o sucesso enquanto pais e mães. O melhor negócio da vida é a família. E existem algumas chaves para pais bem sucedidos que proporemos a seguir.

Pais bem sucedidos prestam atenção aos seus filhos. Estão em sintonia com eles. Em outras palavras: estão “conectados”. Para isso é necessário apurar a sensibilidade para poder perceber as limitações e potencialidades de cada um e ajudá-los a irem se aperfeiçoando como pessoas. Devemos sempre ter em mente que não estamos educando crianças e sim os adultos de amanhã. Pais bem sucedidos pensam na vida futura dos filhos em termos de caráter e consciência. E para perceber as limitações e potencialidades, para estar em sintonia faz-se necessária a convivência. O tempo partilhado entre os membros da família é extremamente importante. Há uma diferença entre “passar tempo junto” e “conviver” ou “partilhar o tempo”. Pais e filhos podem estar “fisicamente juntos” assistindo a um programa de T.V, por exemplo; mas sem nenhuma interação, sem nenhuma “partilha”. É de suma importância para o desenvolvimento sadio dos filhos que pais e filhos convivam para que descubram gostos, potências e habilidades.

A outra chave para pais bem sucedidos é que conheçam seu papel na vida familiar e participem ativamente. Esta chave é completada por outra intimamente ligada a ela e se refere a estar à vontade no papel de pai ou mãe. Esse papel envolve comprometimento emocional e com frequência envolvimento direto no cuidado e educação dos filhos. Para isso os pais devem cultivar características importantes como: integridade, ética, coerência entre fala e ação, clareza de propósitos e motivação. Devem, além disso, ser inspiradores e encorajadores.

Respeitar os filhos como pessoas diz respeito a amá-los e valorizá-los e serem capazes de administrar seus conflitos. Não me refiro aqui à noção sentimentalista do amor. Sem dúvida alguma a demonstração do afeto é extremamente importante, mas o amor não é um sentimento, amor é uma ação, um ato da vontade. Amar quer dizer estender-se com o propósito de nutrir o crescimento e o aperfeiçoamento do outro e isso supõe sacrifício. Quando amo, saio de mim mesmo em direção ao outro. Por isso, amor e limites, amor e educação são complementares e não podem existir sem o outro. Gosto muito do título do livro de Içami Tiba “Quem ama, educa”, porque o verdadeiro amor supõe educação, orientação, limites, arestas aparadas.

ALESSANDRA LONGOBARDI NASCIMENTO PERES é professora formada pela Universidade Estadual de Londrina. Especializou-se em Ensino de Língua Estrangeira e trabalhou durante vinte anos com adolescentes. Casada e mãe de 5 filhos com idades entre 20 e 7 anos; é pós-graduada em Orientação Familiar pela Universidade de La Sabana – Colômbia e UEPG e docente da Pós-Graduação: Instituto da Família – FTSA, no Curso de Especialização em Desenvolvimento e Orientação da Família.

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